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Menus com código QR: como funcionam e como configurá-los

Um menu com código QR é simples em teoria e fácil de estragar na prática. Quase todas as falhas são físicas: o código é pequeno, está mal colocado ou foi impresso numa superfície que reflete a luz. Este artigo segue toda a cadeia, do código na mesa à carta no telemóvel.

Atualizado a 14 de setembro de 20269 min de leitura

Parte 1

O que é realmente um menu com código QR

Duas coisas distintas que costumam ser tratadas como uma só.

Um menu com código QR são duas peças separadas. A primeira é uma página com o conteúdo da carta: categorias, pratos, preços, descrições, alergénios. A segunda é um código QR, que não é mais do que o endereço dessa página impresso em forma de padrão.

A distinção conta porque explica a vantagem principal. Mudar a carta muda a página. Não muda o endereço, por isso não muda o código. Um cartão impresso em março continua a funcionar em novembro, depois de a carta atrás dele ter sido reescrita três vezes.

Explica também o risco principal. Se o endereço mudar, todos os códigos impressos que apontavam para o anterior deixam de funcionar. Escolher um endereço que não terá de mudar é a decisão mais importante disto tudo, e é tomada antes de qualquer impressão.

Parte 2

Como funciona uma leitura, passo a passo

Cinco passos, quatro deles no telemóvel do cliente sem que ninguém pense neles.

Conhecer a cadeia ajuda, porque quando um menu QR falha, falha num elo concreto, e a solução é diferente em cada um.

  1. 01

    O cliente aponta a câmara ao código

    As câmaras dos telemóveis leem códigos QR diretamente. Do lado do cliente não há nada a preparar: se o código estiver legível, aparece um link no ecrã.

  2. 02

    O telemóvel descodifica o endereço

    O padrão do código resolve-se num endereço web. É aqui que falha um código danificado, deformado ou demasiado pequeno, porque o telemóvel não lê nada ou lê algo corrompido.

  3. 03

    O navegador abre a página da carta

    O endereço carrega pela rede. Numa sala cheia e com sinal fraco é aqui que aparece a espera, e por isso uma página de carta deve manter-se leve.

  4. 04

    A carta aparece no telemóvel

    Categorias, pratos, preços e alergénios surgem como uma única página com deslocamento, ajustada ao ecrã que o cliente tem na mão.

  5. 05

    O cliente lê e decide

    Daqui em diante trabalha o conteúdo da carta: estrutura, redação, preços e fotografias. A tecnologia terminou a sua parte.

Parte 3

Onde colocar o código

A colocação determina a taxa de leitura mais do que tudo o resto nesta página.

Um código que o cliente tem de procurar é um código que não é lido. A regra é simples: coloque-o onde a atenção já está, no momento em que a pessoa está pronta para ler a carta.

LocalFunciona porqueAtenção a
Expositor ou cartão de mesaFica no campo de visão assim que o cliente se sentaÉ movido, cai ou fica escondido atrás dos temperos
Autocolante de mesa ou encarte plastificadoNão pode ser movido nem levadoReflexos das luzes de teto e desgaste da limpeza
Montra ou portaChega a quem ainda está a decidir se entraReflexos de dia; tem de funcionar do lado de fora do vidro
Balcão ou caixaExatamente onde os clientes de take away esperamLê-se em pé, por isso tem de ser impresso maior
Embalagens de take away e talõesTransforma um pedido numa visita seguinteOs tamanhos pequenos falham; mantenha o código simples e contrastado
Perfis sociais e mensagensO mesmo endereço funciona como link simples, sem código nenhumNão há nada físico para partir, mas mantenha o link à vista

Parte 4

Regras de impressão para a leitura funcionar

Seis verificações antes de mandar seja o que for para impressão.

Quase todo o menu QR pouco fiável é um problema de impressão e não de software. Percorra esta lista antes de encomendar uma tiragem e teste a prova com um telemóvel real antes de imprimir o resto.

  • Imprima o código com pelo menos 3 cm de lado para mesa, e maior em montras e balcões onde se lê à distância.
  • Deixe uma margem limpa à volta do código. Padrões e texto encostados ao limite quebram a leitura.
  • Mantenha contraste forte: código escuro sobre fundo claro. Claro sobre escuro e cores de marca pouco contrastadas são onde as leituras começam a falhar.
  • Evite brilho e plastificação sob luz direta. Os acabamentos mate leem-se onde os brilhantes refletem.
  • Acrescente uma linha de instrução junto ao código, nos idiomas que os seus clientes leem, para ninguém ter de adivinhar.
  • Teste a prova impressa na sua pior mesa, com luz de noite, num telemóvel antigo, e não no ecrã do designer.

Teste antes da tiragem completa

Encomende um cartão, ponha-o numa mesa real à hora em que a sala está mais escura e leia-o. Cem cartões que falham na mesa nove são uma forma cara de aprender sobre iluminação.

Parte 5

Manter os códigos impressos válidos quando a carta muda

A parte que decide se alguma vez terá de reimprimir.

Um código QR não se edita depois de impresso. O endereço que levava no dia da impressão é o que vai levar para sempre. A questão não é se pode mudar a carta, porque pode sempre, mas se o endereço fica no sítio enquanto o faz.

O conteúdo da carta e o endereço da carta são coisas distintas. Reescrever todos os pratos, mudar todos os preços, criar uma categoria inteira: nada disto toca no endereço, logo nada toca no código impresso.

O endereço só corre risco quando a própria carta muda de sítio: um endereço web novo, outra plataforma, uma página do espaço renomeada. Isso deve ser previsto antes de imprimir, porque é a única mudança que invalida papel já pago.

Imprima sobre um endereço que sobreviva ao nome

Um código QR da ListoQ codifica um endereço permanente ligado ao espaço e não ao seu nome público atual, por isso um código impresso hoje continua a abrir a carta mesmo depois de mudar o endereço público.

Parte 6

O que evitar

Seis falhas frequentes o suficiente para merecerem nome.

Nenhuma é exótica. São as coisas que transformam um menu QR que funciona num menu para o qual a equipa deixa de encaminhar clientes sem dizer nada.

  • Imprimir o código antes de decidir o endereço. Se o endereço mudar depois, toda a tiragem é desperdício.
  • Um único código para toda a sala, num cartaz junto à porta. Ninguém volta lá a pé.
  • Um código impresso por cima de uma fotografia ou de um padrão de marca. A leitura precisa de um campo limpo e contrastado.
  • Uma página de carta pesada. Com sinal fraco, os clientes desistem mais depressa do que se pensa.
  • Não ter alternativa impressa para o essencial. Tenha algo legível para quem não pode ou não quer ler o código.
  • Nunca mais testar depois da primeira semana. Os cartões desbotam, riscam-se e mudam de sítio, por isso releia-os periodicamente.

Perguntas

Perguntas frequentes sobre este artigo

De que precisa um cliente para abrir um menu QR?
Da câmara do telemóvel e de um navegador. A câmara lê o código diretamente e a carta abre como uma página web normal, por isso o cliente não tem nada para preparar.
E se o telemóvel de um cliente não ler o código?
Dê-lhe o link. O mesmo endereço funciona escrito ou tocado, por isso pode aparecer em texto no cartão, num perfil social ou numa mensagem. Manter uma versão impressa pequena da carta base também é razoável.
Posso mudar a carta depois de os códigos estarem impressos?
Sim, e é esse o sentido de separar código e conteúdo. O código guarda um endereço; a carta por trás pode ser reescrita as vezes que quiser sem reimprimir nada.
Que tamanho deve ter um código QR?
Cerca de 3 cm de lado para um cartão de mesa, e maior em montras, balcões e em qualquer sítio onde se leia a mais de um braço de distância. Na dúvida, imprima maior: um código grande demais lê-se sempre, um pequeno demais às vezes não.
Um só código QR pode abrir menus diferentes, como almoço e jantar?
Sim. O código pertence ao estabelecimento, que mostra o menu que tiver ativado. Mantenha o almoço e o jantar como menus separados e alterne entre eles: o código impresso abre o que estiver ativo.

Próximo passo

Quer transformar a sua carta de comidas e bebidas numa página clara para os clientes?

Comece pelo conteúdo real e mantenha um único ponto de acesso, mesmo quando a oferta muda.